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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Apenas 77 pessoas de mais de 6 milhões tiraram nota máxima na redação do Enem

Texto: Mariana Tokarnia, da Agência Brasil
Fonte: IBahia.com
Imagens: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL

A prova de redação é a única de caráter subjetivo no Enem


Apenas 77 pessoas tiveram nota mil, a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme balanço divulgado hoje (18) pelo Ministério da Educação (MEC). O número de notas máximas foi bem abaixo das 104 registradas em 2015. De acordo com o MEC, 6,1 milhões de estudantes fizeram o exame em 2016.

Os temas das redações do Enem foram "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, nos dias 5 e 6 de novembro, quando a maior parte dos candidatos fez a prova; e “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, nos dias 3 e 4 de dezembro. Em 2016, devido às ocupações de escolas e universidades por grupos contrários a mudanças educacionais no Brasil, o Enem foi adiado para alguns participantes.



“Acho que é algo absolutamente esperado. Como tem populações diferentes todos os anos fazendo o Enem, essa comparabilidade de medias tem que ser cuidadosa porque as populações são diferenciadas”, ponderou em coletiva de imprensa a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

Para a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, o desempenho na redação está também ligado ao desempenho em linguagens. A prova de linguagens, no Último Enem, registrou a menor nota mínima (287,5) e a menor nota máxima (846,4). “Há, claramente, um desempenho mais insuficiente em linguagens do que nas outras áreas, o que reforça o que as avaliações nacionais já indicam, que é a enorme dificuldade de leitura e escrita dos nossos alunos”, segundo a secretária.

A prova de redação é a única de caráter subjetivo no Enem. Os estudantes são avaliados, entre outros critérios, quanto ao domínio da escrita formal da língua portuguesa, à compreensão e aplicação de conceitos nas áreas de conhecimento, à organização e interpretação de informações e à elaboração de proposta de intervenção.




Menos redações nota mil

A queda no número de redações nota mil vem sendo constatada ano a ano. De acordo com dados do ministério, o número de redações nota mil equivale a 0,001% dos que fizeram a prova. Em 2015, as 104 redações com nota mil representaram 0,002% do total de participantes do exame. Em 2014, foram 250 candidatos com nota mil, equivalentes a 0,004% dos participantes da prova. Em 2013, o número foi ainda maior: 481 candidatos obtiveram nota mil na redação, ou 0,009% do total.

Mesmo com queda na quantidade de notas máximas, o grupo que tirou entre 901 e 999 aumentou em relação ao ano anterior. Foram 55.869 provas nessa faixa de notas, ante 47.770 em 2015 e 35.719 eno Enem de 2014.

Na outra ponta, segundo o MEC, 291.806 candidatos tiraram nota zero ou tiveram a redação anulada no ano passado. Eles não poderão participar dos programas de seleção para vagas no ensino superior da pasta este ano.

Provas do Enem

O MEC divulgou os desempenhos máximos e mínimos em cada prova do Enem. Na avaliação do Inep, o desempenho dos participantes, especialmente dos concluintes do ensino médio, mantém-se constante desde 2008. “O desempenho em todas as áreas está absolutamente estagnado. Não estamos conseguindo fazer com que nossos estudantes do ensino médio aprendam”, afirmou Maria Inês.

Em ciências humanas, a maior nota foi 859,1 e a menor 317,4; em linguagens, as notas variaram entre 287,5 e 846,4; em matemática, a variação foi entre 309,7 e 991,5; e em ciências da natureza, entre 316,5 e 871,3.

Considerando a média total, os participantes obtiveram as maiores médias em ciências humanas (533,5), seguindo-se linguagens (520,5), matemática (489,5) e, por último, ciências da natureza (477,1).

Dos 8.630.306 inscritos no Enem-2016, 2.494.294 (28,90%) faltaram ao exame. Além disso, 3.942 (0,05%) foram eliminados no primeiro dia e 4.780 (0,06%), no segundo dia, por desrespeitar as regras do exame, seja por preencher incorretamente o cartão de respostas ou portar materiais indevidos..





sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Dez anos após fim da dupla, 5 discos de Sandy & Junior chegam ao streaming

Fonte: musica.uol.com.br 
Do UOL, em São Paulo
Fotos: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL

24.dez.2016 - Sandy e Junior posam juntos durante a ceia de Natal da família Lima. imagem: Reprodução/Instagram


Um simples tuíte da gravadora Universal abalou os fãs de Sandy & Junior nesta quinta-feira (12). "Fãs de Sandy & Junior, chamem todo mundo e juntem aqui que temos novidades", dizia a mensagem.

Muitos seguidores cogitaram a volta da dupla de irmãos, que encerrou a carreira há dez anos, em 2007, mas uma hora depois foi revelado que alguns discos que faltavam seriam liberados nas plataformas digitais.

Os discos "Aniversário do Tatu" (1991), "Sábado à Noite" (1992), "Sonho Azul" (1997), "Era Uma Vez" (1998) e "Sandy & Junior Internacional" (2002) serão liberados na íntegra em serviços como o UOL Música Deezer, Spotify, e Apple Music a partir de sexta-feira (13). Segundo a gravavadora, esse era um pedido antigo dos fãs, que seguem fieis aos artistas mesmo em carreira solo.

Entre discos de estúdios, EPs e ao vivo, Sandy & Junior acumularam 16 trabalhos lançados entre 1991 e 2007, ano em que encerraram a parceria. No entanto, nem todas as músicas lançadas nos 16 anos de carreira da dupla estavam disponíveis nos serviços de streaming.

Atualmente, Sandy está em turnê pelo Brasil com seu último disco, "Meu Canto", lançado em junho do ano passado no formato CD e DVD. Júnior investe no recém-lançado projeto de música eletrônica chamado "Manimal". Ele também compartilha sua rotina de gravações com os fãs em uma websérie exibida no YouTube.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Fhernanda regrava um Gonzaguinha raro na contramão de álbum autoral

Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL

 (Crédito da imagem: capa do álbum Na contramão do tempo. Arte de Giulia Fernandes. Fhernanda Fernandes em foto de Shelyah Masry)


Quinto álbum de Fhernanda Fernandes, lançado nesta primeira quinzena de janeiro de 2017, Na contramão do tempo já sinaliza no título os caminhos intencionalmente seguidos por essa cantora e compositora carioca que iniciou carreira fonográfica em 1980 com a gravação e edição de compacto que destacou Devassa (Wania Andrade e Solange Boeke), música defendida pela artista no festival MPB–80 (TV Globo).

Gravado em 2016, ano em que Miriam Tereza Meira Fernandes festejou seis décadas de vida, Na contramão do tempo é disco feito sob a direção musical do guitarrista Pedro Braga, autor dos bons arranjos. A propósito, o toque incisivo da guitarra de pegada roqueira tocada por Braga em Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, 1960) valoriza a regravação desse samba-canção passional como o cancioneiro autoral de Fhernanda Fernandes, como mostra a música-título Na contramão do tempo (Fhernanda Fernandes e Luly Linhares) já na abertura do disco.

No álbum Na contramão do tempo, a cantora dá voz a seis parcerias com Luly Linhares, casos do samba Simplesmente você e do tango Fatal, entre duas regravações. A lembrança mais surpreendente é a de Morro de saudade, música do compositor Luiz Gonzaga do Nascimento Jr., o Gonzaguinha (1945 – 1991), gravada em 1987 pelo autor e por Gal Costa (no controvertido álbum Lua de mel como o diabo gosta), mas nunca mais registrada por outro intérprete em disco. Na regravação de Fhernanda, a percussão de Sidnei Cajon gera clima flamenco na introdução da faixa.



 


Contudo, mais luminosa é a parceria de Fhernanda com Pedro Braga, Sol em mim, destaque do repertório autoral do álbum Na contramão do tempo ao lado da canção Seja bem-vindo (Fhernanda Fernandes e Luly Linhares), gravada em tom de câmara com os toques do piano de João Carlos Coutinho – piano límpido e preciso também ouvido em Eu sou assim (Fhernanda Fernandes e Luly Linhares) – e do cello de Iura Ranavsky.

O disco é encerrado com o samba Pode ser, parceria de Fhernanda com Sarah Benchimol composta com suingue, mas no mesmo clima passional e apaixonado do tema de abertura deste bom álbum em que a cantora e compositora carioca faz música no próprio tempo, na contramão dos sons e modas do mercado fonográfico. (Cotação: * * *)





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Com produção do filho Bem, Gil grava álbum de músicas inéditas e autorais

Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL



Ao longo de 2016, Gilberto Gil aumentou a produção de composições autorais.

Compôs música para a primeira bisneta (Sol de Maria, homenageada com a canção Sol de Maria da Dinda), criou nova canção para a musa amada Flora Gil (Na real), fez um samba de roda para Roberta Sá (Giro, previsto para ser incorporado ao roteiro do show em que a cantora promove o CD e DVD Delírio no Circo) e elaborou tema para o violonista Yamandu Costa.



Todas estas músicas ganharão registros de Gil no álbum que o cantor, compositor e músico baiano gravará neste ano de 2017, com produção do filho Bem Gil.

Também estão previstas no repertório autoral do álbum algumas músicas de Gil já gravadas por outros artistas, mas ainda inéditas na voz do compositor.


 

(Crédito da imagem: Gilberto Gil em foto de divulgação de Daryan Dornelles)






domingo, 8 de janeiro de 2017

A música natural de Lili

Texto: Antônio Carlos Miguel.
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL



Em meio à fornalha que tem sido o cotidiano desse início de janeiro, também pude conversar por telefone com a cantora e compositora Lili Araujo, reouvir seu trabalho e de parceiros - como Alegre Corrêa, genial compositor, violonista, cantor que o Brasil ignora. 

Lili fez um dos melhores discos de 2016, mas não botei “Bem natural” na minha lista, para o desalento de Daniel Achedjian, o belga que mais entende de música brasileira contemporânea no mundo:

“Olá, Antonio, fiquei surpreso que o disco de Lili Araujo não chamou sua atenção… Desde que o escuto, não consigo achar o ponto fraco…” , comentou/cobrou por mensagem Achedjian e, depois, pude confirmar seu entusiasmo por “Bem natural” ao checar o balanço de 2016 no site que edita, Tropicalia MPB: http://www.tropicalia.be/site/ .

Mas, como expliquei ao brazilianista belga, deixei “Bem natural” de fora pelo fato de ter feito o texto de divulgação. Mas, sim, é título que se destacou no ano que passou...

Em meados de 2008, fui um dos surpreendidos pelo disco solo de estreia de Lili Araujo, “Arribação”, numa MPB de pegada jazzística, com repertório quase todo inédito, dela ou de amigos. Quatro anos depois, manteve padrão com “Casa aberta”. E, antes de voltar com “Bem natural”, fez, em 2014, o disco “Passageiros” em parceria com Gustav Lundgren, guitarrista, violonista e compositor sueco apaixonado pela música brasileira. Procurada pela internet, Lili letrou quatro músicas de Lundgren, foi aprovada e fez mais oito. Mas só veio a conhecer pessoalmente o parceiro quando este veio ao Brasil para as sessões de estúdio de “Passageiros”.

Neta de portugueses, 34 anos, Lili conta que a música popular era artigo raro em sua casa. 

“Meu avô era flautista, mas ao chegar ao Rio, imigrante pobre, foi trabalhar como garçom, no Nova Capela (tradicional reduto de músicos e boêmios na Lapa carioca). Meu pai, matemático, só ouvia música clássica. Mas, tínhamos em casa um disco de Bituca (Milton Nascimento) e aquele do Chico com a samambaia na capa (o de 1978, com, entre outras, 'Feijoada completa', 'Pivete' e 'Homenagem ao malandro'), que eu ouvia sem parar”.

Referências que, como se ouve nesses quatro álbuns, deixaram marcas. Ainda criança, dizia que iria ser concertista e, num piano de brinquedo, tirava de ouvido as músicas. Aos 7 anos, a família passou um temporada em Paris e, por um ano, ela teve aulas de violino na escola. De volta ao Rio, aos 10 anos, ficou com o violão velho do pai e, seis anos depois, entrou para Escola Villa-Lobos, onde fez curso de flauta.

“Nessa época, via alguns amigos começando a compor. Até que, durante uma aula, um professor mostrou uma progressão harmônica que não poderia ser usada. Em casa, fiz uma música com tudo que não podia, mostrei para uma amiga, Kalu Coelho, ela gostou e me ajudou a completar. Levei para o professor, que foi obrigado a concordar que dava para usar a tal progressão”.

Aos 21 anos, após passar para o curso de música da Uni-Rio, Lili acabou trocando a faculdade por Viena, onde o então namorado tinha recebido uma bolsa para estudar violão clássico. Viagem que acabou tendo influência decisiva em sua carreira, ao conhecer na cidade austríaca o compositor e violonista Alegre Corrêa, gaúcho de Passo Fundo que passou duas décadas por lá, onde fez parte do grupo Syndicate, do tecladista Joe Zawinul (um dos fundadores do principal grupo do jazz fusion, Weather Report).

“Meu namorado estudava dez, 12 horas por dia e eu não aguentava mais ouvir aquilo. Daí, comecei a passar horas na casa de Alegre, que era nosso vizinho. Ele foi a minha melhor faculdade, quem me incentivou a compor mais, parceiro em meus dois primeiros discos”.

Com a ajuda de, entre outros,
Alegre (que, há cerca de seis anos voltou para o Brasil e agora vive em Florianópolis) e do guitarrista carioca Marcos Amorim, Lili gravou seu primeiro CD, “Arribação”, editado em 2008 na Europa (pelo selo de Alegre Correa) e no Brasil. Nesse mesmo ano, voltou ao Rio, onde, em 2012, lançou “Casa aberta”, este, em produção musical dividida com o violonista e guitarrista Daniel Santiago e a participação de instrumentistas como Rafael Barata (bateria), Guto Wirti (contrabaixo), Vitor Gonçalves (piano), Eduardo Neves (flauta) e a participação especial de João Donato (em “Não tem nada não”, de Donato, Eumir Deodato e Marcos Valle). 

Grande música brasileira, passando por samba e choro em pegada jazzística, que ganhou no encarte aplausos de Joyce Moreno: “Canções boas de serem ouvidas. Linda voz, madura e pronta para saborear as canções, com conhecimento de causa. A impressão que deixa, ao final de uma primeira audição, é de que ela sabe exatamente o que quer fazer - e faz.”

Agora, em “Bem natural”,
Lili assina sozinha letra e música das dez canções do disco, que foi produzido pelo baixista André Vasconcelos, também o arranjador de oito delas. Nas duas exceções, “Just me and you in Bahia” e “Verão", os arranjos ficaram nas mãos do saxofonista Henrique Band.

“Eu tinha pedido arranjos de sopros, em ‘Verão’, Henrique incluiu também um violoncelo e convidou Jaques Morelenbaum para gravar. Ele não me conhecia, mas gostou da música, adorou o arranjo e foi um amor”.

Jaques Morelenbaum gostou tanto que, agora, também é um dos convidados do show de lançamento. No palco do Sérgio Porto, Lili (voz e violão) será acompanhada por alguns dos instrumentistas que participaram das sessões no estúdio, incluindo Michael Ruzitschka (direção musical, violão e guitarras, este um austríaco radicado em São Paulo há 11 anos), Henrique Band (sopros), Rodrigo Tavaves (teclados) e ainda o baixista Rodrigo Villa.

Para aqueles que não se satisfazem com a sofrência sertaneja que assola o país, “Bem natural” é forte antídoto, solar e musical.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Turnê: Caetano apresenta Teresa terá data extra

Fonte: IBahia
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL

Evento acontece na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, com dois shows em um.


A passagem da turnê Caetano apresenta Teresa pela Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador terá data extra: 21 de janeiro.

O espetáculo terá transmissão ao vivo pelo Canal Bis à partir das 19h00 - horário local e 20h00 para os estados com horário de verão.



A sambista abre a noite cantando o repertório de Cartola acompanhada pelos acordes precisos de Carlinhos 7 Cordas.

Em seguida, Caetano apresenta seu repertório em formato voz e violão.

A noite se encerra com os dois cantando juntos grandes sucessos do cantor baiano.


Serviço
Caetano apresenta Teresa

Lançamento do álbum Teresa Canta Cartola em Salvador 
Quando: 21 de janeiro, às 19h00
Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Ingressos: Plateia: 110,00/inteira e R$ 55,00/meia
e Camarote: R$ 220,00/inteira e R$ 110,00/meia

Vendas: TCA, SAC SHOPPING BARRA E BELA VISTA, INGRESSORAPIDO.COM.BR









terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dorina canta Aldir Blanc com a garra com que pautou 20 anos de carreira


Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



                                                                                                         


Eu canto samba. No título do primeiro álbum, gravado em 1995 e lançado em 1996, Dorina já disse a que vinha. Decorridos 20 anos, a cantora carioca continua fiel ao gênero pelo qual transita desde a aplaudida estreia fonográfica. Nunca alcançou a fama, mas é conhecida e respeitada nas rodas de samba. Oitavo álbum da artista, Dorina canta sambas de Aldir & ouvir ao vivo  (Ediçao independente com distribuição da Rob Digital) celebra o cancioneiro do compositor carioca Aldir Blanc, cujos 70 anos – completados em setembro deste ano de 2016 – foram festejados por Dorina em show estreado em junho no Rio de Janeiro.


)


O disco reproduz 12 números deste show. Entre as 13 músicas contidas nesses 12 números, há dois sambas inéditos em disco. Pretinho básico (Moyseis Marques e Aldir Blanc, 2016) até se ajusta bem ao canto valente de Dorina, mas o destaque, entre os inéditos, é Saindo à francesa, antigo samba assinado por Blanc com Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008), tendo sido composto em memória de Maurício Tapajós (1943 – 1995), parceiro de Blanc, ainda com o impacto da notícia da saída de cena do Gordo, apelido pelo qual Tapajós era conhecido no meio musical. Notícia real, mas cuja veracidade Aldir – inconformado com a partida do amigo parceiro – questiona nos versos escapistas e corroídos pela saudade, muito bem cantados por Dorina com o toque do violão de Paulão Sete Cordas.


(Crédito da imagem: capa do CD Dorina canta sambas de Aldir & ouvir ao vivo)


Dorina, a propósito, está cantando muito bem no disco. Se tivesse selecionado o repertório com mais rigor, dando mais ênfase à magistral parceria de Blanc com João Bosco na década de 1970, o disco teria maior poder de sedução. Mas houve a opção por enfatizar o cancioneiro de Blanc com outros parceiros, sobretudo com Moacyr Luz. Dessa parceria, sambas como Flores em vida (Pro Nelson Sargento) (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1995) e Pra que pedir perdão? (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998) soam menos imponentes no roteiro.

Em contrapartida, ao tirar Medalha de São Jorge (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1992) do baú, a cantora expõe o brilho dessa joia melódica lapidada por Maria Bethânia em um dos álbuns menos ouvidos da intérprete, Olho d'água (1992). Mas nem todo o repertório tem o mesmo quilate melódico dessa pérola de religiosidade popular. Imperial (Wilson das Neves e Aldir Blanc, 2004), samba que reverencia a Serrinha em feitio de oração, é exemplo de tema que poderia ter cedido lugar no roteiro às maravilhas contemporâneas compostas por Blanc com Bosco na década de 1970. O mestre-sala dos mares (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), por exemplo, ainda desfila majestoso.

Contudo, mesmo diluindo a estrutura do roteiro do show, o CD Dorina canta sambas de Aldir & ouvir ao vivo é mais um atestado da garra com que Dorina vem pisando no terreirão do samba ao longo dos últimos 20 anos. (Cotação: * * * 1/2)



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

HBO anuncia sétima temporada de 'Game of Thrones' para julho

Fonte: IBahia
Imagens: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL)

A série é uma das mais assistidas do mundo
e deve ter até 8 temporadas na TV fechada.


A HBO fez a festa dos fãs de Game Of Thrones e divulgou uma previsão de lançamento para a sétima temporada da série. A saga deve estrear na tv fechada em julho de 2017.

A série, que costumava estrear no mês de abril, teve um atraso no laçamento, mas isso não deve alterar seu tamanho total, de 8 temporadas. Neste ano, as filmagens começaram mais tarde e só devem acabar em fevereiro.



A sétima temporada de 'Game of Thrones' também será menor: ela terá sete episódios, em vez dos dez habituais.





terça-feira, 22 de novembro de 2016

Filha de Zé Rodrix, Barbara é parceira de Luiza Possi no álbum 'Eu mesmo'


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL)

Arte: Jorge Luiz da Silva


Compositora desde os 11 anos de idade, Barbara Rodrix tinha 16 anos quando gravou em 2007 o primeiro álbum, Ninguém me conhece, com produção do pai, o cantor, compositor e músico carioca Zé Rodrix (1947 – 2009). Só que o disco jamais foi lançado comercialmente, tendo funcionado como um registro pessoal da obra de Barbara. Daí que Eu mesmo, álbum lançado neste segundo semestre de 2016 com capa que expõe a artista em pintura de Newton Mesquita, pode ser considerado o verdadeiro abre-alas da discografia da cantora, embora já seja o segundo álbum de Barbara Rodrix na ordem cronológica. 

Em Eu mesmo, disco produzido pelo pianista Breno Luiz, Barbara dá voz a repertório basicamente autoral, alinhando parcerias com as cantoras Bruna Caram (Tanto faz, música feita com a adesão de Paulo Novaes) e Luiza Possi (parceira de Minha companhia e de É, foi você, faixa na qual também figura como cantora convidada). Barbara também grava duas músicas da lavra do pai, Eu não sei falar de amor – música lançada há 40 anos por Zé no bem-sucedido álbum Soy latino americano (1976) – e Olhos abertos, parceria de Zé com Luiz Carlos Guarabyra lançada pela cantora Elis Regina (1945 – 1982) entre os clássicos do repertório do álbum Elis (1972). A música-título Eu mesmo é de Paulo Novaes.


Foto: Teca Lamboglia


Zé Rodrix, cabe lembrar, também tem outra filha cantora, Marya Bravo, conhecida pela atuação em musicais de teatro. Bravo já lançou três álbuns.

(Crédito da imagem: capa do álbum Eu mesmo. Barbara Rodrix em pintura de Newton Mesquita)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Papo é pop: Britney Spears, John Mayer, Iza, Bruno Mars


Texto: Lizandra Pronin
Fonte: Território da Música 
Fotos: Reprodução 
Edição: Jorge Luiz da Silva 
Serrinha, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL)



Foto: Montagem / TDMusica


A seleção de novidades do mundo pop dessa semana tem Shakira e Maluma contracenando em videoclipe, John Mayer respondendo perguntas dos fãs, Iza na trilha de novela Global, Britney Spears e Tinashe sensualizando, mais três novas do Bruno Mars, Kanye West sendo (sempre) polêmico e o Kit da Little Mix chegando ao Brasil.

Shakira + Maluma

Depois de lançar a música "Chantaje", ao lado de Maluma, a cantora Shakira divulgou um videoclipe para a canção. A dupla contracena dançando e cantando num clube noturno.


Shakira - Chantaje (Official video) ft. Maluma


John Mayer responde aos fãs

John Mayer lançou nessa sexta-feira o single "Love On The Weekend". E antes de mostrar a canção, ele fez um Facebook Live para responder a diversas perguntas de fãs de todo o mundo. Dá uma olhada aqui no live e ouça o single abaixo.

John Mayer - Love on the Weekend (Audio)



Iza na trilha de novela

"Um artista sem identidade não é artista. Quando canto quero dizer algo. Sem identidade, como fica minha mensagem?" Essa é a Iza, cantora brasileira cujo pop mistura R&B e soul. A faixa que você ouve abaixo é "Quem Sabe Sou Eu", que está na trilha sonora de "Rock Story", nova novela das 19h00 da Rede Globo.

Quem Sabe Sou Eu - IZA (Áudio Oficial + Lyrics/Letra)



Que festa é essa?

Britney Spears e Tinashe sensualizam até não poder mais no videoclipe de "Slumber Party". O vídeo é uma superprodução de cenário, figurino e fotografia. 
Britney Spears - Slumber Party ft. Tinashe


Mais três do Bruno Mars

Dias antes do lançamento oficial de seu novo álbum, "24K Magic", Bruno Mars liberou a audição de mais três faixas: "Chunky" (que você ouve abaixo), "That's What I Like" e "Perm". Elas estão no canal oficial do artista no YouTube.

Bruno Mars - Chunky [Official Audio]



Kanye West sempre polêmico

Durante uma apresentação em San Jose, Califórnia (EUA), o sempre polêmico rapper Kanye West disse à plateia que não votou, mas se tivesse votado, seria em Donald Trump - o candidato do partido republicano, execrado por quase 100% dos artistas, que ganhou a eleição presidencial nos EUA recentemente. Parte da plateia assoviou e a maior parte, vaiou o rapper.




Kit da Little Mix chega ao Brasil

"Glory Days", novo álbum do quarteto britânico Little Mix, foi lançado nessa sexta-feira, dia 18 de novembro. O grupo já havia liberado antecipadamente os singles "Shout Out To My Ex", "You Gotta Not", "F.U." e "Nothing Else Matters". O lançamento chega ao Brasil nas plataformas digitais e em formato físico, num kit com o CD de inéditas e um DVD gravado ao vivo.











quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Grammy Latino terá brasileiros e vitória de Trump como pano de fundo


Fonte: G1.Globo.com (Informação: France Presse)
Fotos: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação itinerante do Blog MUSIBOL)

Djavan, Paula Fernandes e Michel Teló estão entre indicados do Brasil.


O cantor Djavan, indicado em quatro categorias
no Grammy Latino deste ano (Foto: Murilo Meirelles)
Na noite mais importante para a música latina, a cerimônia de entrega do Grammy Latino, nesta quinta-feira (17), certamente servirá de palco para que artistas alcem sua voz contra o discurso anti-imigrantes do presidente eleito dos Estados Undos, Donald Trump.

O clima tenso, no entanto, não deverá ofuscar a festa em que os brasileiros Djavan, Martinho da Vila, Paula Fernandes e Michel Teló concorrem na categoria Música Brasileira.


Djavan recebeu quatro indicações ao Grammy, de Gravação do Ano, Melhor Álbum do Ano, Melhor Cantor e Compositor e Melhor Canção em Língua Portuguesa por "Vidas pra contar". Nas categorias dedicadas apenas à música brasileira, destaque para "De bem com a vida", que valeu a Martinho Da Vila indicação para Melhor Álbum de Samba/Pagode.

Esta é a primeira indicação da cantora e compositora Paula Fernandes, que concorre com "Amanhecer" na categoria Sertanejo. Teló, conhecido mundialmente por "Ai se eu te pego", já apareceu nas últimas quatro listas de indicados na categoria Sertanejo. Agora ele chega à disputa com "Baile do Teló".

Cerimônia deve servir de palco para críticas a discurso anti-imigrantes.


Nesta categoria, também aparece Leonardo, em sua sexta participação desde que o prêmio para o sertanejo foi criado. O ex-integrante da dupla Leandro e Leonardo concorre com o "Bar do Leo".

Na disputa também está o cantor, ator e modelo mineiro Lucas Lucco, com "Adivinha". Fechando a lista de cinco indicados, João Victor, também em sua estreia na premiação, participa com "Sóis".

A cantora Sophia Abrahão concorre como Melhor Artista Revelação.

 


Veja a lista de indicados nas principais categorias:

Gravação do ano
"Cuestión de esperar", Pepe Aguilar
"Se puede amar", Pablo Alborán
"Me faltarás", Andrea Bocelli
"Si volveré", Buika
"Vidas pra contar", Djavan
"Duele el corazón", Enrique Iglesias
"Ecos de amor", Jesse & Joy
"Lado derecho del corazón", Laura Pausini
"Iguales", Diego Torres
"La bicicleta", Carlos Vives & Shakira

 


Álbum do ano
"Tour terral tres noches en las ventas", Pablo Alborán
"Cinema", Andrea Bocelli
"Mil ciudades", Andrés Cepeda
"Vidas pra contar", Djavan
"Conexión", Fonseca
"Los Dúo 2", Juan Gabriel
"Un besito más", Jesse & Joy
"¿Donde Están?", José Lugo & Guasábara Combo
"Buena vida", Diego Torres
"Algo sucede", Julieta Venegas



Canção do ano
"A chama verde", John Finbury en colaboración con Marcela Camargo.
"Bajo el agua", Manuel Medrano.
"Céu", Celso Fonseca.
"Duele el corazón", Enrique Iglesias featuring Wisin.
"Ecos de amor", Jesse & Joy.
"En esta no", Sin Bandera.
"Es como el día", Kevin Johansen + The Nada.
"Hermanos", Fito Páez & Moska.
"La bicicleta", Carlos Vives & Shakira.
"La tormenta", Los Fabulosos Cadillacs.

Melhor artista revelação
Sophia Abrahão
Alex Anwandter
The Chamanas
Esteman
Joss Favela
iLe
Mon Laferte
Manuel Medrano
Morat
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